Já foi no dia 3 de Abril que tivemos o nosso jantar convívio em casa dos amigos do Castêlo, Flora e António Fonseca.
Eu devia ter escrito logo as minhas notas sobre o assunto mas, um dia por isto e no outro por aquilo, o tempo foi passando.
O jantar foi óptimo, como sempre. Desta vez, os nossos anfitriões decidiram apresentar picanha com feijão preto e farofa, mas resolveram,(com muita classe!), pôr-nos a trabalhar. Colocaram na mesa umas pedras quentes e a carne crua, fatiada. Quem quisesse comer, tinha que grelhar a carne primeiro.
Acabou por ser um motivo para brincadeira que tornou o jantar ainda mais divertido.
Comeu-se bem e bebeu-se em conformidade, claro!
A sobremesa, a cargo dos convidados foi pudim de côco levado pela Edite (eu!) e molotoff levado pela Teresa.
A Flora ainda trouxe para a mesa uma sobremesa que devia ser um gelado mas que, (por culpa das bolachas!), tinha ficado outra coisa menos homogénia.:)
Terminado o jantar, chegou a hora "dolorosa" do pagamento das quotas que ainda estão a 100€. O António, não foi sensível a queixas e apresentou os recibos estendendo a "mãozinha" para receber as notas. :)
Não houve outro remédio. Foi pagar e não bufar! :))
O Jaime leu a acta da reunião anterior que todos assinaram no fim.
Mas a festa não acabou ali. O Jaime sugeriu que fossemos até ao Tertúlia Castelense para assistir a fados de Coimbra cantados pelos estudantes da Universidade Católica (?).
Como a distância não é grande, decidimos ir a pé mas, ao chegar à rua, fomos surpreendidos por um ventinho fresco pouco agradável que quase nos fez desistir. No entanto, "homem que é homem, não desite" e nós lá metemos pés ao caminho.
No Tertúlia, deram-nos, à entrada, um cartão que, para quem não está habituado a estas andanças, não significava nada de especial.
Decidimos descer as escadas para ir ouvir os fados na sala de baixo. Um rapaz, colocou um carimbo nos cartões que nos tinham dado à entrada.
Eu já tinha ido uma vez à sala de espectáculos do Tertúlia e não tinha gostado. Desta vez, voltei a não gostar. A sala, estreita e de tecto baixo, estava pouco iluminada e cheia de gente. Não se via mais nenhuma saída a não ser as escadas por onde tínhamos entrado.
Sentia-me como um rato numa ratoeira. Se acontecesse qualquer coisa que fizesse as pessoas ter que fugir, acho que ninguém saía dali vivo.
Não tínhamos lugares sentados e, por esse motivo, ficamos atrás, de pé.
Os fados estavam no primeio intervalo. Passado um bocado recomeçaram e, entretanto, nós, as mulheres do grupo, arranjamos umas cadeiras junto à parede.
Os fadistas não eram nada de especial. Tinham vozes muito agressivas para o meu gosto.
Quando fizeram um novo intervalo saímos e fomos para o andar de cima para beber qualquer coisa.
A sala de cima é bastante agradável e tem uma decoração muito especial que a faz parecer uma espécie de museu Belle Époque. Foi aí que percebemos que o Bar é de consumo obrigatório e que aquele carimbo no cartão nos dava direito ao espectáculo e a uma bebida tipo cerveja, coca cola ou sumo. Ali ficamos, o resto do tempo, a conversar e a beber a nossa bebida.
Voltamos a pé até casa dos nossos amigos para ir buscar os carros e regressar a casa.
Foi mais uma noite muito agradável e, de certo modo, diferente.
Só a amizade e a boa disposição se mantém inalterada.
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