O "Orfeínho" realizou mais um agradável evento. Fomos ontem passar o dia a Vila Pouca de Aguiar.
Queríamos ir visitar as minas Romanas de Tresminas e conseguimos que a Catarina, sobrinha da Teresa, nos marcasse a visita para ontem.
O amigo Manuel e os restantes amigos, apareceram aqui para nos buscar eram cerca de 10h.
A viagem decorreu calma e sem contratempos, apesar de o amigo Manuel ter decidido ir pelo IP4 que é uma estrada que me mete medo.
Chegamos a Vila Chã eram 11 horas e já o Jaime nos esperava à janela, apontando para o relógio, como a dizer que estávamos atrasados.
Entramos para o jardim e vieram todos cumprimentar-nos. Estivemos ali um pouco a conversar e soubemos que íamos almoçar ao Restaurante Quinta dos Carvalhos, no Vidago.
Percebemos que a Teresa, que se mantinha de avental, não iria connosco por causa da família que têm lá em casa a passar férias. Tivemos muita pena mas ela disse que se juntariam a nós depois do almoço.
O Restaurante Quinta dos Carvalhos revelou-se um excelente restaurante onde o ambiente é muito agradável e a comida "supimpa". Comemos polvo grelhado e naco também grelhado acompanhados com batatas a murro e legumes. Estava tudo excelente!
Depois do almoço voltamos para Vila Pouca onde encontramos os restantes elementos do grupo e a Catarina que nos iria servir de guia.
Chegados ao local das minas fomos primeiro ver a corta maior. Um enorme buraco cavado na rocha pelo esforço físico dos trabalhadores romanos há mais de dois mil anos atrás. Segundo a Catarina deveriam ter trabalhado ali 2000 homens durante 200 anos e retiradas do interior da rocha 60 toneladas de ouro.
Dali voltamos ao local de partida onde nos foram entregues capacetes e lanternas para fazermos a visita à galeria. Antes, porém, passamos por uma nova corta que me pareceu mais pequena mas com uma paisagem maravilhosa em frente. Seguimos monte abaixo e monte acima até à entrada da galeria, um buraco no meio da rocha que não dá ideia do que está lá dentro.
A galeria é escura e húmida mas de algum modo espaçosa. Não era uma galeria de extracção de ouro mas sim de passagem dos carros com o ouro que vinha das cortas ao ar livre. Para a época em que tudo aquilo foi feito pode dizer-se que se trata de uma gigantesca obra da arte e engenho do homem.
Parece que durante o Inverno todo o tecto da galeria fica coberto de morcegos em hibernação mas, nesta altura, não havia lá nenhum, razão pela qual, pudemos tirar uma foto lá dentro.
Chegar de novo até à carrinha não foi muito fácil para mim. O declive era muito acentuado mas, com a ajuda do António e da Natália lá consegui vencer as minhas dificuldades.
Dali, ainda fomos visitar um "fojo de lobo" à localidade com o mesmo nome.
O fojo de lobo era uma armadilha preparada para caçar lobos no tempo antigo.
Os homens construiam um muro de forma circular tendo no topo do muro umas pedras mais largas e achatadas que ficavam mais compridas para o interior do círculo. Lá dentro metiam uma ovelha tinhosa (ovelha doente ou demasiado velha) que, quando começava a balir, chamava a atenção dos lobos que saltavam lá para dentro para a comer. Quando, depois do repasto, os lobos queriam voltar a sair, não conseguiam porque as tais pedras do topo não lho permitiam.
Os homens depois vinham e matavam os lobos.
Do Fojo do Lobo voltamos a Vila Chã onde fomos recebidos por uma merenda feita pelo Sr. Agostinho e pela sobrinha. Merendamos e conversamos numa convivência simpática e descontraída muito agradável.
O dia tinha acabado e era preciso voltar para casa.
Despedimo-nos dos nossos simpáticos anfitriões e iniciamos a viagem de regresso com o Fonseca a guiar a carrinha do amigo Manuel.
A viagem não foi muito agradável porque chovia muito e apanhamos zonas de nevoeiro muito cerrado o que nos manteve um tanto tensos, mas a condução do nosso amigo foi impecável e tudo correu muito bem.
Foi um dia muito agradável e um verdadeiro banho de cultura.
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