Na noite de S. João o Orfeinho esteve na casa dos amigos Manuel e Natália. A festa não era apenas para nós mas também para alguns dos seus familiares e amigos.
Para além dos familiares dos Lopes estiveram presentes o filho, a nora e os netos do Jaime, o Vilas e a Eva, a Antonieta e a Rosa Maria. Devíamos ser cerca de 30 pessoas.
A noite esteve animada. Cantaram e fizeram uma rusga com bombos, pandeiretas, ferrinhos e martelinhos. A pessoa mais animada e divertida era a D. Antília que apesar dos seus 91 anos era a que mais cantava e tocava no bombo. Como para a festa não há perna manca, ela até largou a bengala e fartou-se de andar na rusga.
Eu conversei muito com o Vilas e a Eva que não via há muito tempo e fiz a reportagem fotográfica do evento. Não me sentia muito para danças!
Poema de S. João
É noite de S. João
Mesmo sem arco e balão
Eu ando lá a pular.
Já ouço os martelinhos,
os bombos e os ferrinhos,
a voz do povo a cantar.
Vejo pares de namorados,
nos cantos mais recatados,
trocando juras de amor.
A fogueira a crepitar
eu atrevo-me a saltar
para sentir o seu calor.
Pinga a sardinha no pão,
que é menú de S. João,
com pimentos e bom vinho.
Já comprei um mangerico
Vou daqui para o bailarico
e levo o meu martelinho.
Tudo isto eu vou fazer
Vou cantar, rir a comer,
na minha imaginação.
Sem sair do meu lugar,
em casa eu vou ficar
a "sonhar" o S. João.
Edite Azevedo 2008
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